performance

Desengonçado, estudo número 2

MC Bicho Bicha
MC Bicho Bicha no Decurators:
Texto: MC Bicho Bicha

Homem-Caribu no Árvore-Monstro 3 (Dezembro de 2014)
Texto: MC Bicho Bicha

Algumas fotos:
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Foto criada em 21-12-14 às 18.02 #3

Desarmado

Estátua na rua. (Xalapa, Mexico DF, Jalcomulco, Abril-Maio de 2014)

Texto em espanhol para as aparições no México:

El desarmado

Las revoluciones se convirtieron en golpes de estado.
La policía protege los gobiernos contra los electores.
Quedan los arsenales concentrados y los desarmados.

Mientras te gobiernan.

En la plaza de las 3 Culturas, Tlatelolco. Local do grande massacre de 1968:

En el Zócalo:

En el acto contra las presas y por el rio La Antigua en Jalcomulco, en Xalapa:

Algunas fotos:

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Casamento com « O Lugar onde temos razão » de Yechuda Amichai
Novembro de 2013, Brasília
Na abertura da exposição OrientaçãObjetos.


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Medéia e Moiras em Macumba Grega na Rodoviária,
julho de 2013, Brasília
Com Agatha Bacelar, Loraine Oliveira e o coletivo 158.1
Medéia e suas moiras fazem medições pela rodoviária do plano piloto, Brasília.

Rellena de Jalapeña na lavada da Vela Baila Conmigo, dezembro de 2012, em Juchitán de Zaragoza, México.

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An early interview with Rellena de Jalapeño:

Uma Pachamama qualqueer, em agosto de 2012 no Tubo de Ensaios, Unb, Brasília
Vestido de Pachamama (cf filme Dexistência – Pulsão de Pausa), circulei entre umagens de Colombo e dos nativos que ele encontrou pelos jardins da universidade. De dentro da vestimenta de Pachamama lia trechos das constituições da Bolívia e do Equador que tratam dos direitos da Pachamama.

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Deuterostômicos do mundo inteiro: reconstruam Sodoma, em setembro de 2011 no Cabaret da Cicciolina Roitman, Balaio, Brasília.
Com uma fala sobre os deuterostômicos, animais que começam a se desenvolver pelo ânus – em oposição aos que se desenvolvem pela boca, os progerostômicos – e sobre as dobras que compõem cada parte do mundo, entrei no palco do cabaret. Ao levantar a saia e retirar a meia calça, apareciam as cartas de tarot Mundo e Louco, uma em cada nádega.

Vendo Voto, Compro Voto, em julho de 2010 com Performers Incognitos em um Projeto Secreto, DF

http://www.contrapartido.com/brasilia1.html

Heráclitas em Depressa Por Favor é Tarde, nas Satyrianas, com Carol Barreiro, em novembro de 2009, Praça Roosevelt, São Paulo e em Anti-Happening ou Música para Matar Artista, dezembro de 2010, teatro do CASEB, Brasília.
Aparição nas duas óperas como Heráclita, com um equipamento subreptício que permitia que uma quantidade de sangue controlável caísse por entre as pernas já que Heráclita nunca para de se menstruar e dizia: “Nunca mênstruo o mesmo sangue duas vezes. Minhas rugas, meus fluidos sangues, eles escavam o mundo. Sou Heráclita, caquética, sou toupeira, lavradura. Minhas palavras não ficam prontas. Elas são atrizes. São transformistas. Qualquer palavra é desmantelada. Ingovernável.” Nos dois casos Heráclita interagia com as demais personagens em cena e se arrastava, decrépita, caida no chão, se lambuzava no sangue. Ver livro « Heráclito – Exercícios de Anarqueologia ».

246942_1910030564831_1764344_nhttp://bucalumbrello.blogspot.com/2009_11_14_archive.html.

 

A errância e os incomensuráveis efeminismos
Agosto de 2012 no grupo Tirésias da UFRN, Natal.
Vestido de noiva ao avesso, de pedaços de bijuterias mal-colocadas, de meias rasgadas falei sobre a errância sexual em contraste às identidades. Errância associada a estar a vagar, ao erro, ao errorismo, ao terrorismo, ao porno-terrorismo.

Errância e efeminismos: o texto

Ratos e urubus larguem minha fantasia
Maio de 2012 no Fantasia e Crítica, Ouro Preto.
Fazendo um cross-dressing com vestidos e panos, falei da natureza da fantasia, da relação entre ser e performar, e dos cross-dressings de gênero, de classe e de raça; de como eles são recebidos. O hábito como uma incorporação – a liturgia como uma transformação.

Ratos e Urubus: o texto

Entregêneros literais e entregêneros literários – a filosofia e a ficção do triz
Rio de Janeiro, Maio de 2009
Elizabeth Costello (de Coetzee) é encarnada para falar do continuum entre performance e literatura, entre ginefilia e autoginefiia, entre heterossexualidade e transsexualidade.

Paraninfomanía (1 e 2), em discursos de formatura em 2008 e 2010:

 

Verdades nuas e cruas, com Daniel Pimentel em julho de 2009 no Tubo de Ensaios no ICC, UnB.
A performance, perto do departamento de química da universidade, consistia em testar frases escritas em pedaços de papel com uma substância aletoscópica que permitia determinar se a frase era verdadeira ou falsa. O público se aproximava e apresentava em um papel uma frase que gostaria de ver testada pelo saber acadêmico. Frases como “Este método é um imbuste”, “A verdade é relativa” e “Existem essências” foram testadas ao lado de outras como “Michael Jackson morreu”, “Meu namorado me traiu” ou “A gestão da universidade é comunitária”. A performance é uma alusão à parte « Adequação » do livro Pacífico Sul (ver Livros).

Somos todas Pipa Bacca, em julho de 2008 pelas ruas de Istambul.
Em celebração da coragem da performer Pipa Bacca que foi estuprada e morta perto de Istambul em abril de 2008, vesti-me de noiva e caminhei pelas ruas com uma placa que dizia em turco e em inglês que “Somos todas Pipa Bacca”. Trechos do meu relato para Pipa dias depois: Pippa, eu também vesti um vestido de noiva. E se acumularam os homens turcos de bigodes raspados em torno de mim – o que? De onde? O teu sonho tinha te abandonado? Não te disseram que era perigoso? Umas tantas ruas, umas palavras na língua local, um pedaço de papel: Hepimiz Pippa Bacca’yiz. Não estava livre da tua genitália. Não estava livre da minha genitália. Alguma leveza. Quando o homem não entendeu, te estuprou e te matou no meio de uma estrada turca, foi só para não deixar dúvida quanto a importância do teu jogo. Arte mata. Um desconhecido soprava que aquilo era muito perigoso e um carabiniero súbito se aproximou: vem comigo.

Balleckett, com Laura Virgínia e a Flor de Insensatez em Brasília com apresentações em novembro de 2006, maio de 2007, junho de 2007 e em julho de 2009 na apresentação da banda Silente na festa Oaxaca Libre, nas comemorações do dia mundial da dança e no encontro do Corpus Crisis e na apresentação da banda SCLRN na FNAC-Brasília, respectivamente.
Uma junção de Ballet e o espírito de Beckett em que os movimentos são desconstruções dos gestos esperados, dos gestos quotidianos e tributáveis. O manifesto pelo Balleckett diz: “Ballet é o corpo. Beckett é a alma. Balleckett é a condição humana com os cotovelos e joelhos em movimento. Somos todas inacabadas; somos todas nem começadas – nos tornamos todas beckettescas. Ballet é a alma. Beckett é a virilha. O ponto de partida de muitas felicidades humanas é uma conversa. O ponto de partida da conversa é uma substância beckettesca que existe em cada gengiva, em cada clavícula e em cada calcanhar. […] Queremos os gestos puros ao invés dos gestos ratos, apinhados de ninharias. Queremos os gestos desordenados, despedaçados, despreparados, desmiolados, desintegrados, dissimulados, desconectados e, de preferência, desabitados. Não há limite para a improvisação, nem nas mãos, nem a coluna dorsal te conta que deves calar os pássaros e escutar a voz do noticiário na televisão. Não preste atenção – finja. Não finja – finja que finges. Queremos os gestos que não caberiam em nenhuma pista de dança, em nenhum palco de dança, em nenhuma dança. Queremos dançar os gestos que jogamos fora – só porque eles não prestam para nada. […]Vamos dançar na ponta do superego – sapatilha nele.”. A primeira montagem de Balleckett foi Maria Bartleby (ou, minha empregada doméstica não lava os pratos) inspirada na novela “Bartleby » de Melville
Flor de insensatez

Segurar a mão de alguém é tudo o que eu sempre esperei da felicidade,, em fevereiro de 2006:

(Para o colóquio Confiança em Divinópolis, ver também texto:
Mais Confiança

Quem são estes homens de cultura? com Laura Virgínia e a Flor de Insensatez em junho de 2007 no Tubo de Ensaios no ICC, UnB.
Performance em que dois homens estudam mulheres e flertam subrepticiamente com os livros que aparecem na sua frente, ao mesmo tempo em que interagem com as mulheres – seus objetos de estudo – e os livros diante dos quais demonstram interesses escusos. Um trecho do texto de base para a performance diz: O primeiro a chegar foi o pontual Dr. Silvestre Bonnard, especialista em mulheres blasés e levemente psicóticas e que reinventara o campo em que atua por meio de pelo menos duas obras primas que surgiram de seus estudos, Virginia Woolf, Catherine Deneuve, obras evidentemente obrigatórias para todo amante das mulheres e da cultura. Dr Bonnard chegou acompanhado da deslumbrante « O Segundo Sexo », que o acompanhava em suas últimas aparições sociais e que já provocava comentários pouco bem intencionados que, também nos meios ilustrados, ocorrem com freqüência. Bonnard, aliás, também sob este aspecto menos refinado, exibia um bem guarnecido currículo, ainda nos primeiros anos de faculdade manteve comentada intimidade com sofisticadas parceiras como “Madame Bovary”, pelo menos duas das Críticas de Kant e dizem que se lambuzou nas páginas de cada uma das irmãs “Em Busca do Tempo Perdido”.
Flor de insensatez

Distúrbios nas classes. com Laura Virgínia e a Flor de Insensatez entre maio e dezembro de 2006 por escolas, saraus e em praças públicas do Distrito Federal.
Diálogo entre uma diretora e um bedéu de escola sobre a não-conformidade dos alunos com os equipamentos de aprendizagem, baseado em em uma pequena peça de Harold Pinter. Um trecho do texto diz: Fibra: A sala de ensinar as meninas a parecerem desprotegidas com a coleção de sapatos de salto alto da Victor Hugo! Isto é absurdo, aquela sala é a perfeição, é linda! Avontades: Sim, sra! Fibra: Onde elas podem encontrar uma sala de ensinar meninas a parecerem desprotegidas melhor que esta? Avontades: Sra Fibra, há salas e há salas… Fibra: Sim, Avontades, há salas e há salas, mas onde há uma sala de ensinar meninas a parecerem desprotegidas melhor que esta? Avontades: As crianças simplesmente não querem ter mais nada com a sala. Fibra: Alucinante. O que mais? O que mais, Avontades, não tem sentido esconder nada de mim, a esta altura! Avontades: Bem, elas fazem muita cara feia para a sala de ensinar os meninos a não chorar que já vem com carteiras que dão 50V de choque para cada lágrima derramada…
Flor de insensatez

O Rilke na cozinha, com Laura Virgínia e a Flor de Insensatez entre junho e dezembro de 2006 em homenagens a Cora Coralina pela cidade e no espaço da Salamover.
A partir de uma combinação entre receitas de torta de frango e Elegias de Duíno de Rilke em que os versos eram misturados com receitas, falávamos ao ouvido do público insinuando um caráter de grande literatura nos textos de receitas e de ordinariedade nas elegias sobre legiões de anjos.

Desengonçado, estudo número 1, em dezembro de 2005 no espaço da Salamover, Brasília.
Dança solo coreografada por Laura Virgínia em que os movimentos desengonçados, desgovernados e desritimados eram os protagonistas. A idéia era fazer a dança do corpo descontrolado – dizia que faria uma coisa e fazia outra, escorregava no tapete, se descontrolava nas quedas e tremia de uma maneira para além de qualquer coreografia.

Bastaria à natureza um javali devorado na África?, com Laura Virgínia em novembro de 2005 na exposição aartesupranaturaldosjardins de Gisel Carriconde Azevedo.
Performance na abertura da exposição com um poema sobre a natureza (do livro Comunista, ver em Livros) em que minha voz encontra encantos nas coisas naturais e a voz de Laura enxerga apenas sangue e turbulência. Um trecho: “eu: A natureza, fada madrinha de prontidão/ tem horror ao vácuo, nada deixa em vão/ te descansa, te enxágua, te purifica/ em forma de melão, noz ou mixirica/ sopra em teu corpo núvens de segundos/ que às vezes erguem para ti dias fecundos. // Laura: A natureza, que vem em hordas visigodas,/ amordaça no tempo tuas pretensões, todas./ Derrete os continentes, seca as cachoeiras,/ entope-te de vontades ainda que não queiras./ Enruga a tua pele, desbota todas as tuas idéias./ Derrete todas as almas, as crentes e as atéias.” Minha roupa era de folhas e flores e uma coroa de galhos e a roupa de Laura era metálica e ela era acompanhada sempre de um pequeno carro em sua mão buzinando. A cenografia foi desenhada por Gisel Carriconde Azevedo

Desmonte a carroceria e fabrique a primavera, com Juliana Merçon, Ianni Luna e Ricardo Lobato em apresentações entre setembro e dezembro de 2003.
Apresentada no Teatro da Oficina do Pediz, na rua e em acampamentos do MST, Desmonte a carroceria… consistia de poemas (de Antler, Elisa Lucinda, Eduardo Galeano, meus do Comunista (abaixo) entre outros) gritados e cantados sobre as manivelas de sufocamento da nossa e de outras espécies. Nossas roupas pretas e manchadas eram gradualmente coloridas de tinta verde e pedaços de carcaça de automóveis que carregavam eram desmantelados.

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